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Sabemos de antemão que a obesidade está relacionada com a esterilização. Para ela também contribui o tipo de dieta e as necessidades energéticas superiores às que o animal precisa. Mas… qual a relação entre a idade do dono e a condição corporal do seu animal de estimação? Iremos explicar-lhe tudo mais à frente.

Alguns dos fatores de risco da obesidade nos animais de estimação são bastante fáceis de reconhecer. Outros deles, pelo contrário, nem tanto. A seguir apresentamos 8 fatores chave que influenciam no ganho excessivo de peso corporal nos cães e gatos, bem como recomendações para o seu controlo.

 

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Noutros artigos falámos nas estratégias nutricionais para combater a obesidade em casos concretos e nos produtos para gatos gordos e animais de estimação com excesso de peso, mas não sublinhámos as respetivas causas.

 

  1. A idade do animal e do seu dono:

Com o passar dos anos, os animais de estimação vão perdendo o seu nível de atividade e, consequentemente, diminuindo o seu gasto energético. Mas a idade não afeta apenas o animal; o mesmo acontece com o seu dono! Com a idade, os donos mudam o estilo de vida, aumentando o sedentarismo e a prática de atividades mais tranquilas, as quais irá partilhar com o seu animal de estimação: passeios em vez de viagens, ver um filme no sofá em vez de brincar… Adaptar a quantidade e qualidade da dieta às necessidades energéticas de cada caso torna-se fulcral para prevenir o sobrepeso e a obesidade.

  1. Espaços fechados:

Os gatos e cães que vivem no interior de apartamentos dispõem de menos espaço para se movimentarem. É recomendável passear o cão no exterior e, se possível, levá-lo para um espaço onde possa correr ao ar livre (parque, viagem…). Com os gatos é indispensável promover as brincadeiras para estimular a sua mobilidade e colocar-lhes desafios para conseguir o alimento, de modo a despertar o seu instinto de caçador.

  1. Esterilização:

Os gatos e os cães esterilizados têm mais do dobro de possibilidades de virem a sofrer de obesidade. As razões devem-se à maior ingestão de alimentos, por um lado (os gatos esterilizados são incapazes de controlar a quantidade de alimento se os alimentarmos ad libitum) e reduzir as suas necessidades energéticas. Convidamo-lo a ler mais sobre gatos esterilizados neste artigo anterior, onde tratámos o tema aprofundadamente.

  1. Alimentação durante o período de gestação:

Nas fases iniciais de desenvolvimento do feto, a nutrição desempenha um papel importante na determinação da suscetibilidade do indivíduo de vir a sofrer de doenças crónicas, como a obesidade.

  1. Raça:

Algumas raças têm uma maior predisposição genética para sofrer de obesidade. A raça irá definir a proporção corporal de massa magra e de massa de gordura do animal.

  1. Falta de atividade física:

Uma menor atividade física acarreta um menor gasto de energia. Se o animal tem uma atividade muito reduzida ao longo da sua vida é provável que venha a sofrer de obesidade com o avançar dos anos.

  1. Dieta inadequada:

A administração de dietas com elevado teor de gorduras ou de alimentação caseira inadequada para o animal pode desencadear o aumento de peso. É conveniente administrar dietas adequadas, que assegurem o peso ideal e ajudem o animal a reduzi-lo, principalmente nos animais com tendência para o sobrepeso.

  1. Doenças simultâneas:

Os problemas articulares como a osteoartrite nos cães costumam estar relacionados com o desenvolvimento do sobrepeso e da obesidade. Algumas doenças metabólicas, como a disfunção da tiroide, também podem representar um fator conducente à obesidade nos cães e gatos.

Educar os donos para que reconheçam os fatores de risco atempadamente poderá facilitar a implementação de medidas para evitar o sobrepeso e a obesidade.

Espreite a ferramenta de avaliação da condição corporal, com a qual o dono poderá reconhecer facilmente o estado do seu cão e qual a sua condição ideal.

 

 

 

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