Comprimido de desparasitação para cães: breve descrição e comparação | Vets & Clinics

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Comprimido de desparasitação para cães: breve descrição e comparação

Existem desparasitações externas, internas e produtos antiparasitários combinados. Para tratar os parasitas externos podemos usar a pipeta, a coleira antiparasitária ou o comprimido de desparasitação externa para cães. Por outro lado, existem os antiparasitários internos: estes englobam uma grande variedade de comprimidos, sejam os mastigáveis ou aqueles sob a forma de xarope.

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Como funcionam estes diferente tipos de produtos?

O cão ingere o comprimido de desparasitação por via oral e daí passa ao aparelho digestivo, ou por via transdérmica no caso da pipeta ou da coleira. A pipeta, a coleira antiparasitária ou o comprimido de desparasitação externa constituem os métodos disponíveis para tratar os parasitas externos dos cães. Também existe uma grande variedade de comprimidos mastigáveis e xaropes para a desparasitação interna. O Afoxolaner é o princípio ativo utilizado nos comprimidos. Este princípio é absorvido no aparelho digestivo e passa para a corrente sanguínea, que por sua vez o distribui através dos tecidos, provocando assim a morte do parasita por meio da hiperexcitação do sistema nervoso da pulga ou carraça. Se o método escolhido for a pipeta, esta deverá ser aplicada em várias zonas do pescoço e do lombo do animal. O princípio ativo, após ser absorvido através da pele, entra na corrente sanguínea, após o qual entra em contacto com o parasita, eliminando-o.  

  Será importante não ter contacto com o animal até que o conteúdo da pipeta seja completamente absorvido. O parasita está presente em todo o território nacional, com exceção da zona do interior onde é menos frequente. Mesmo assim, surgem alguns casos associados com viagens efetuadas.  

Desparasitação: Com que frequência devo desparasitar o meu cão​?

Será crucial adaptar o tipo de desparasitação aos fatores a ela associados, tais como a idade do cão, a presença de crianças em casa ou a zona onde se habita. No caso dos animais adultos:

  • Parasitas internos: Normalmente durante todo o ano, a cada 3 meses. O normal será efetuá-la através de um comprimido, de pipetas ou de injeções.
  • Parasitas externos: A posologia e a duração do tratamento irá variar em função das indicações presentes no produto escolhido. Geralmente a proteção dura entre 1 e 2 meses. O período de aplicação extende-se do início da primavera até ao outono.

No caso dos cachorros, deverão ser desparasitados contra as lombrigas intestinais e organismos protozoários desde o início da vida. Após alguns meses, poderá iniciar-se a desparasitação externa tomando especial atenção à toxicidade dos produtos escolhidos. Em função de o meio envolvente do animal ser a cidade ou o campo, a desparasitação irá variar a sua periodicidade. No caso de o animal viver numa zona de risco ou de nos encontrarmos nos meses de maior calor (que é quando existem mais parasitas), será conveniente efetuar a desparasitação 1 vez por mês. Durante os meses frios, poderá ser realizada a cada 3 meses.  

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Quais os parasitas mais comuns e como atuam?

Os parasitas do cão dividem-se em dois grupos: os internos (endoparasitas ou vermes) e os externos (ectoparasitas).

  • Endoparasitas: Vivem sobretudo no intestino do animal e existem dois tipos; as lombrigas achatadas (Cestodas ou Ténias) e as lombrigas redondas (Nematodas).

Alguns parasitas não causam problemas ao animal, ainda que os seus ovos expulsados nas fezes do mesmo possam originar problemas de saúde para o ser humano ou para outros animais quando ingeridos, isto porque as larvas provocam quistos hidáticos (principalmente no fígado). As alterações gastrointestinais constituem outro sintoma habitual provocado pela presença de lombrigas. No caso da ocorrência de infeções muito graves, podem chegar a dar-se obstruções intestinais, anemias e até alterações do foro nervoso.

  • Ectoparasitas: Os mais comuns são os seguintes
  • Carraça: Provocam dermatites e prurido e podem transmitir doenças como a Erliquiose, que por sua vez se manifesta por sintomas como a epistaxe (sangramento nasal), podendo chegar a ser mortal nos casos mais graves.
  • Pulga: Além de provocar um ardor e comichão intensos, a sua saliva pode originar reações alérgicas que resultam em erupções cutâneas.
  • Mosquito: Atua como vetor de parasitas, tais como os da Leishmaniose e da Filariose.

Quais os parasitas presentes na cidade, em áreas rurais e na praia?

A leishmaníase está presente na costa mediterrânea, ainda que se dêem casos em outras zonas do interior devido a deslocações sazonais para as áreas mais infestadas pelo mosquito, propagando-se desta forma posteriormente. A filaria surge sobretudo na zona do Levante, nas Canárias e na zona sul de Espanha. Também se documentam bastantes casos no interior, como é o caso da zona da Extremadura. No interior do país é menos frequente, ainda que surjam pontualmente alguns casos quase sempre associados a viagens. Para ter acesso a mais informação sobre este tipo de parasitas clique aqui ou aqui

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