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A leishmaniose nos cães é endémica na zona mediterrânica. Muitos dos animais estão em contacto com a Leishmania sem desenvolver a doença. Ainda que a leishmaniose nos cães seja um processo crónico, é possível evitar os sintomas com um tratamento adequado.

Com um tratamento farmacológico e uma alimentação adequadas, a leishmaniose nos cães pode permitir que o cão viva sem sintomas durante muito tempo.

A leishmaniose nos cães é uma doença endémica na zona mediterrânica. Nas zonas endémicas, o contacto com o parasita Leishmania infantum é muito frequente, mas nem todos os animais desenvolvem a doença.

Esta é uma característica da leishmaniose nos cães: apesar de ter estado em contacto com o parasita, um grande número de animais nunca apresenta quaisquer sinais da doença. Este fator depende da intensidade da resposta imunológica das suas células.

Estes cães, apesar de estarem infetados, não desenvolvem os sintomas típicos da doença, entre eles:

  • Inflamação granulomatosa não purulenta, localizada nos pontos de multiplicação do parasita (hepatite crónica, dermatite, nefrite intersticial crónica).
  • Depósito de complexos imunes em diferentes órgãos (vasculite, uveíte, glomerulonefrite e artrite).

O contacto com o parasita sucede através da picada do mosquito Phlebotomus. As endemias estão diretamente relacionadas com a vida do mosquito. Estes mosquitos não se movimentam partindo apenas do seu núcleo central, dando lugar a surtos hiperendémicos dentro das zonas de endemia. É de realçar o facto de que o mosquito é o transmissor da doença, mas é o cão que atua como hospedeiro da Leishmania.

Os animais mais afetados são os cães que vivem no exterior, ao ar livre. O mosquito Phlebotomus alimenta-se ao anoitecer e ao amanhecer e é durante este período que transmite o parasita aos cães.

O período de incubação da leishmaniose canina é longo, desde meses até anos.

No caso de o animal desenvolver a doença é muito importante realizar um tratamento adequado. O tratamento habitual da leishmaniose nos cães consiste em:

  • Antimoniato de meglumina 80 mg/kg/dia durante 45 dias
  • Alopurinol 10 mg/kg/12 horas durante 90 dias

Para além do tratamento farmacológico, uma dieta adaptada ao problema clínico do animal pode contribuir para melhorar a evolução.

Apesar de a leishmaniose nos cães ser uma doença crónica e sem cura, todas estas intervenções permitem que os cães possam viver bem durante muitos anos.

Para concluir, podemos afirmar que a leishmaniose nos cães é uma doença que se pode controlar se for realizado um tratamento e acompanhamento adequados. O pior prognóstico acontece nos cães que desenvolvem insuficiência renal desde o início. Para além do tratamento da Leishmania no decorrer da evolução da doença, é necessário considerar a possibilidade de outras doenças parasitárias, como a babesiose ou a erliquiose.

 

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