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O meu cão tem sintomas de leishmaniose canina. E agora?

A forma cutânea da leishmaniose canina é mais frequente e a que, à partida, possui os sintomas clínicos mais evidentes.

Nutrição e doenças

O que é a leishmaniose?

Os protozoários parasitas do género Leishmania, em especial os de Leishmania infantum, provocam leishmaniose. Trata-se de uma doença muito grave que se transmite por meio da picada de mosquitos que, por sua vez, já picaram previamente cães infetados. Os insetos que transmitem esta doença pertencem aos géneros Phlebotomus (em regiões mediterrânicas e tropicais) ou Lutzomia (regiões tropicais e subtropicais). Em Espanha, as regiões mais afetadas pela leishmaniose em cães são aquelas que pertencem à bacia mediterrânea, sendo que o seu período de maior atividade e multiplicação se dá nos meses entre o final da primavera e o final do outono. Afeta todas as raças de cães (se deseja mais informação pode descarregar o estudo de Víctor.

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Sintomas da leishmaniose nos cães

Alguns cães com leishmaniose podem permanecer sem sintomas durante períodos de tempo variáveis, de acordo com o seu sistema imunitário. Outros apresentam um quadro clínico muito variável devido ao facto de a doença afetar um grande número de órgãos e sistemas.  

Em função do mecanismo de afetação, podemos dizer que existem dois tipos de sinais e sintomas clínicos:

  1. Nos lugares onde o parasita se multiplica: inflamação granulomatosa não supurativa localizada. Devido a este mecanismo, produzem-se manifestações como hepatite crónica, dermatite e nefrite intersticial crónica.
  2. Diferentes localizações anatómicas: por depósito de complexos imunes. Devido a este segundo mecanismo, produzem-se vasculite, uveíte, glomerulonefrite e artrite.

 

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Leishmaniose cutânea nos cães

Desta forma, existem dois tipos de leishmaniose canina: visceral e cutânea. A leishmaniose cutânea nos cães é a mais frequente, originando sinais dermatológicos em 80% dos casos. Os sinais clínicos cutâneos mais comuns são:

  • Alopecia: presença de uma camada de pêlo fino, seco, sem brilho e quebradiço. Irá surgir perda de pêlo nas orelhas e em volta dos olhos.
  • Dermatite ulcerativa, dermatite nodular, dermatite pustular ou nódulos, e úlceras nas membranas mucosas. Produzem-se nódulos intradérmicos ou úlceras, que geralmente se desenvolvem na superfície da pele.
  • Hiperqueratose: a descoberta mais visível é a excessiva descamação epidérmica com engrossamento, despigmentação (perda de cor da pele), e as feridas no focinho e nas almofadas das patas.
  • Unhas anormalmente compridas ou frágeis.
  • Adenomegalia generalizada e, sobretudo, muito visível na zona dos gânglios poplíteos e axilares, quando as patas também são afetadas.
  • A vasculite produzida pelo parasita origina um fenómeno visível de necrose na ponta das orelhas.

Prevenção da Leishmaniose

A sua propagação fácil e o facto de a leishmaniose canina poder ser mortal fazem da prevenção a arma mais eficaz contra a doença. A prevenção baseia-se principalmente em dois fatores: evitar o risco de sofrer picadas de insetos e administrar a vacina da leishmaniose canina (apenas é administrada se o cão apresentar resultado negativo em algum exame serológico prévio).  

Leishmaniose nos cães: tratamento

Com um tratamento farmacológico e uma alimentação adequadas, a leishmaniose nos cães pode permitir que o cão viva sem sintomas durante muito tempo. Os tratamentos consistem em antimoniais pentavalentes e outros, como é o caso da anfotericina B, da pentamidina e do cetoconazol. A administração dos fármacos pode durar várias semanas, aplicados por injeção ou via oral. Foi comprovado que o acompanhamento do tratamento farmacológico com uma dieta adaptada às necessidades destes cães melhora o progresso do animal.

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