Parvovirose canina: tratamento e prognóstico

parvovirose canina tratamento Tempo de leitura: 2 minutos

O parvovírus canino é um vírus que surgiu no final dos anos 70, e que possui um tropismo especial pelas células intestinais e pela medula óssea, originando um quadro clínico característico. Estes sintomas deverão ser tratados de forma precoce, caso contrário a doença apresenta um mau prognóstico.

 

Parvovírus canino: o que é?

A parvovirose canina é causada por um vírus denominado parvovírus canino, que possui especial tropismo pelas células com ciclos de divisão rápida e que provoca, principalmente, a necrose das células intestinais e da medula óssea.

A transmissão dá-se por via oral e o vírus é resistente ao meio ambiente. Apresenta um período de incubação de aproximadamente 5 dias. O vírus afeta principalmente os cães jovens com idades a partir das 6 semanas de vida, período no qual os cachorros perdem a imunidade materna. Deste modo, a parvovirose canina é pouco frequente nos animais adultos porque os mesmos já se encontram imunizados por vacinações ou devido ao facto de já terem padecido infeções subclínicas.

 

Parvovirose canina: sintomas

O parvovírus canino origina um quadro clínico de gastroenterite aguda com anorexia, depressão, vómitos, seguidos de diarreia abundante e hemorrágica e de desidratação, febre e hipotermia. Nos casos mais graves pode ocorrer icterícia e coagulação intravascular disseminada (CID), com a presença de choque endotóxico e/ou hipovolémico.

 

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Na maioria dos casos existe leucopenia acentuada (500-2000 leucócitos/mcl) e valores de hematócrito normais ou diminuídos. Frequentemente surgem acumulações de ar no intestino devido ao íleo paralítico, que podem ser confundidas com uma obstrução intestinal.

 

Como deve ser tratada?

Deverá efetuar-se uma abordagem que evite a desidratação e as complicações, tais como o choque. O uso de terapia antibiótica é também aconselhado para o tratamento da parvovirose canina. De seguida explicamos-lhe o tratamento indicado:

  • Fluidoterapia: Utilizar Ringer-Lactato suplementado com KCl, sendo que é possível adicionar dextrose se existir hipoglicemia por sepse.
  • Terapia antibiótica para controlar a sepse; amoxicilina e cefalosporinas de 1ª geração para a leucopenia.
  • Usar fármacos antieméticos como a metoclopramida em infusão contínua ou em doses de comprimidos; antissecretores anti-H2 como a cimetidina ou a ranitidina.
  • Transfusão sanguínea se existir hipoproteinemia ou hipovolemia graves
  • Jejum absoluto até 24 horas sem vómitos e sem fezes hemorrágicas. Isto sucede normalmente aos 3-5 dias; dieta suave em doses pequenas.

As complicações mais frequentes são a sepse, endotoxemia e CID, como já referimos anteriormente.

Em relação à prevenção da parvovirose canina, é realizada através de vacinas. No entanto, é difícil saber o momento ideal para administrar a vacina, devido ao período de suscetibilidade. Isto é, existe um período crítico durante as duas primeiras semanas após as 6 semanas de vida, durante as quais o cachorro possui suficiente imunidade materna para inibir a ação das vacinas, mas insuficiente para se proteger da infeção (para obter mais informações sobre as vacinas pode aceder a este artigo aqui).

 

Prognóstico da parvovirose canina

Com um tratamento precoce e uma boa monitorização, o prognóstico torna-se excelente numa doença que, nos anos 80, causava muitas mortes entre os cachorros.

 

Aqui pode descarregar o guia sobre as patologias gastrointestinais do cão e do gato.

 

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