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Plantas medicinais e parasitas intestinais dos gatos

Medicina e cuidados
  Existem várias plantas medicinais benéficas na luta contra os parasitas intestinais dos gatos. Neste artigo destacamos as mais importantes. ALHO: O Allium sativum é uma planta da família das Liliaceae, perene, com folhas finas, achatadas e compridas. A sua parte mais conhecida é o bulbo, subterrâneo, formado por vários dentes. Possui propriedades anti-séticas, antifúngicas, anti-helmínticas, antiateromatosas, anticoagulantes das plaquetas, diuréticas, hipotensivas, anticolesterol e anti-hipoglicemia. Os dentes são administrados por via oral, misturados na comida.  

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  Os seus princípios ativos são o óleo essencial, a mucilagem, as glucoquininas e o germânio. Demonstrou cientificamente ser eficaz contra parasitas intestinais nos gatos, do tipo Ascarium suum ou do tipo protozoário Giardia. Quando cru, não convém disponibilizá-lo à vontade do cão, já que a partir de certas doses poderá ter efeitos secundários neste animal.   ARTEMÍSIA: A Artemisa vulgaris é uma planta da família das Compositae, com folhas verdes e pretas na face superior e esbranquiçadas na face inferior. Nas axilas surgem botões de flores, entre 10 a 12, avermelhados ou amarelados. Por meio de experiências clínicas demonstrou-se que os seus princípios ativos são eficazes contra parasitas intestinais dos gatos, como as lombrigas. Os princípios ativos encontram-se nas folhas e na raiz. São eles os taninos, a resina e a inulina.   ABÓBORA: A Cucurbita pepo é uma planta da família das Cucurbitáceas, com folhas muito grandes, cobertas de vilosidades urticantes. As suas flores são amarelas. É utilizada como tratamento contra os parasitas intestinais dos gatos e dos cães, obtendo grandes resultados contra a ténia. Os seus princípios ativos (cucurbitina, albumina, lecitina, resina e fitosterina) encontram-se em grandes concentrações nas suas sementes. Estas são administradas (secas e frescas) inteiras ou moídas, divididas em três doses diárias.   CRAVO-DA-ÍNDIA: A Eugenia caryophyllata é uma árvore de folha perene da família das Mirtáceas.  Possui propriedades anti-séticas, analgésicas, antiparasitárias, carminativas, cicatrizantes e estimuladoras do apetite. É eficaz contra parasitas intestinais dos gatos, como as lombrigas e ténias. É administrado por via oral, através de infusões. A sua eficácia aumenta se for combinado com Salvia officinalis, que contém alfa-tujona.   QUÁSSIA-DA-JAMAICA: A Picrasma excelsa pertence à família das Simarubáceas. Possui propriedades tónicas, colagogas, eupeóticas, antipiréticas e vermífugas. É administrada por meio de uma infusão aplicada através de clisteres. Tem efeito antiparasitário contra os oxiúros nos gatos e nos cães.   ZIMBRO: O Juniperus communis é um arbusto da família das Cupresaceae com propriedades anti-séticas, anti-reumáticas, antimicóticas, diuréticas, desinfetantes, expetorantes e anti-hipoglicemia. Contém monoterpenos, sesquiterpenos, resina, taninos e ácidos orgânicos. É utilizado como anti-sético e acaricida.  Uma das suas utilizações mais importantes é contra os parasitas intestinais dos gatos e de outros animais, sendo de destacar o seu uso contra os helmintos.   TANÁSIA: A Tanacetum vulgare pertence à família das Compositae. A sua comercialização em Espanha está restringida por lei ao âmbito farmacêutico. São utilizadas infusões elaboradas com as suas sementes. Também é possível usar as cabeças da flor secas e trituradas, dissolvidas em água. A sua ação paralisa a atividade dos helmintos.   PIMENTA-DE-CAIENA: A Capsicum mínimum é uma planta da família das Solanaceae. As suas flores brancas transformam-se num fruto que vai mudando de cor até ao vermelho, à medida que amadurece. Trava os sintomas causados pelos parasitas. Possui uma ação regeneradora e estimulante, que melhora sintomas como a fraqueza ou os vómitos.   As plantas medicinais podem ser uma grande ajuda para combater os parasitas intestinais dos gatos. É necessário administrá-las sempre de forma controlada, consultando o veterinário especialista. Sem controlo, a sua ajuda poderá tornar-se perigosa.   Artigos relacionados:  

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