Rinotraqueíte canina ou tosse dos canis

rinotraqueíte Tempo de leitura: 2 minutos

A rinotraqueíte canina é a principal causa do início da tosse aguda não grave nos cães. A sua relevância reside no seu alto grau de contágio, representando um problema quando muitos cães convivem juntos. Não é uma doença grave, já que em muitos dos casos é auto-limitada.

 

O que é a rinotraqueíte canina?

A rinotraqueíte infecciosa canina, ou mais vulgarmente chamada tosse dos canis, é uma doença muito contagiosa do sistema respiratório superior, que pode afetar cães de diferentes idades individualmente, ou de forma mais séria as populações onde vários animais convivem juntos, como é o caso dos canis.

A transmissão dá-se por contacto direto ou por via aérea, representado um problema em locais onde se concentram muitos cães.

A doença é causada, na grande maioria das vezes, pela bactéria Bordetella bronchiseptica (Bb), que possui uma voraz preferência pelo epitélio respiratório. Por sua vez, pode ser desencadeada ou agravada pela ação do vírus da parainfluenza (PIC) e do adenovírus de tipo 2 (AVC-2), entre outros. Um agente mais negligenciado mas não menos importante é o Mycoplasma sp. (cynos), que costuma agravar o quadro inicial e manter-se durante muito tempo.

 

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Estes agentes dão origem a infeções que afetam unicamente o sistema respiratório, produzindo lesões inflamatórias a nível dos bronquíolos, que podem apresentar uma superinfeção bacteriana.

O mais comum é que a doença se auto-limite no espaço de poucos dias sem necessidade de implementar um tratamento médico específico, ainda que em alguns casos específicos os cães necessitem um tratamento mais intensivo para lograr a recuperação.

 

Sintomas da rinotraqueíte canina

O sintoma mais comum é a presença de uma tosse seca e paroxismal característica, com expectoração moderada no final da tosse, que eventualmente poderá ser confundida com vómito ou com um corpo estranho. A tosse dá-se devido à inflamação das cordas vocais. Ao manipular a traqueia é possível desencadeá-la, devido ao reflexo da tosse.

 

Prognóstico da rinotraqueíte canina

Dado que se trata de uma doença auto-limitada, na maioria dos casos o prognóstico é excelente.

Será necessário uma precaução especial em relação a cachorros com menos de 6 meses de idade, nos quais a doença é mais grave devido à imaturidade do seu sistema imunitário, podendo chegar a colocar-lhes a vida em risco.

 

Tratamento da rinotraqueíte canina

Como já referimos, na maioria dos casos a rinotraqueíte não requer um tratamento médico específico. No caso de terem surgido complicações devido à superinfeção bacteriana, poderá ser utilizada a terapia antibiótica empírica de amplo espectro (para aprofundar informações sobre o tratamento antibiótico de amplo espectro faça clique aqui).

A melhor medida de prevenção para um animal saudável, sobretudo se se tratar de um cachorro, será não o expor ao contacto com outros animais. Se não for possível fazê-lo, então a melhor opção será a vacinação específica. As vacinas com estirpes de vírus parainfluenza e de adenovírus previnem o desenvolvimento da traqueobronquite canina. No entanto, a vacina contra a bactéria Bordetella bronchiseptica é mais eficaz. O facto de já ter padecido a infeção atribui uma imunidade duradoura.

Quando se trata de populações caninas, a manutenção de regras estritas de higiene, de boa alimentação (se deseja mais informações sobre como estimular o sistema imunitário através da alimentação clique aqui) e a vacinação específica são as bases da estratégia para combater esta doença.

 

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