Stress oxidativo e antioxidantes como suplemento alimentar para cães

Stress oxidativo Tempo de leitura: 3 minutos

O stress oxidativo é a consequência da acumulação de espécies reativas de oxigénio, nitrogénio e diferentes radicais livres. Estas espécies tendem a reagir entre si porque são altamente reativas, podendo causar danos. Diversos estudos, realizados em cavalos e em cães, demonstraram que o exercício físico induz o stress oxidativo através de um maior consumo de oxigénio e um consequente aumento da produção destas espécies reativas, causando danos musculares e ao nível do sistema imunitário. Tanto as enzimas presentes no plasma como no tecido muscular, bem como as vitaminas, são responsáveis por reduzir o dano causado por estas espécies reativas. Outros estudos efetuados em cães e coelhos demonstraram de que forma uma dieta antioxidante pode ajudar a restaurar o metabolismo celular e neutralizar o excesso de radicais livres.

A progressão do stress oxidativo poderia constituir uma medida prática para conseguir monitorizar a atividade nos cães, ainda que fosse necessário utilizar os metabólitos de oxigénio reativos resultantes da interação com as espécies reativas de oxigénio (dROMS), devido à sua maior estabilidade, bem como o potencial biológico antioxidante (BAP), que se mede por meio das substâncias exógenas e endógenas com potencial ação antioxidante.

Partindo desta hipótese e dos dados já recolhidos, realizou-se um estudo (1) cujo objetivo principal foi determinar, a longo prazo, a capacidade de uma dieta suplementada com antioxidantes para regular o stress oxidativo e o estado geral de saúde dos cães que trabalham e participam em programas de intervenção assistida por animais (AAI).

Selecionou-se uma amostra de 11 cães que participaram nestas sessões com crianças que possuem transtornos generalizados de desenvolvimento, nas mesmas condições ambientais. Os cães foram alimentadoas com 2 variedades de alimento, uma das quais suplementada com antioxidantes, sendo que as duas versões possuíam composição química e teor de ácidos gordos essenciais semelhantes. A fórmula antioxidante utilizada no estudo era baseada em extrato de sementes de uva, quercetina, mirtilo, resveratrol e extratos secos de morango e de amora (Vitaberry Plus). Realizou-se um estudo aleatório com plano cruzado, avaliando-se o perfil metabólico, os metabólitos de oxigénio reativos e o potencial biológico antioxidante.

 

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Ao analisar o perfil lipídico verificou-se que a concentração de amilase aumentou substancialmente no grupo controlo, e que a creatinina e os triglicerídeos diminuíram significativamente no grupo alimentado com suplementos. Na análise da concentração de dROMS e de BAP, verificou-se que ambas diminuíram significativamente nos dois grupos. Ao cruzar a amostra e ao realizar a reavaliação após este segundo período, observou-se que a concentração de amilase e de GPT diminuiu substancialmente em ambos os grupos. Ainda que não tenha sido documentada uma variação significativa dos dROM, observou-se uma diminuição no grupo controlo e um aumento no grupo suplementado (após o período de cruzamento), provavelmente devido à atividade antioxidante da dieta. Da mesma forma que o observado na primeira avaliação, observou-se uma diminuição na concentração de BAP no grupo controlo.

A redução substancial dos valores de dROMs e de BAP observados nos cães alimentados com a dieta enriquecida durante o primeiro período experimental demonstrou claramente a capacidade da dieta para reduzir o stress oxidativo, enquanto que a redução significativa verificada no grupo alimentado com a dieta controlo veio confirmar a ausência de qualquer efeito antioxidante relacionado com a mesma.  É de extrema importância sublinhar que, ainda que não se tenha observado um período prolongado de lavagem, a tendência geral de BAP e de dROM melhorou após a dieta suplementada, mesmo que esta tenha sido ligeiramente influenciada pela dieta anterior.

Por outro lado, e tal como já se havia verificado noutros estudos, demonstraram-se os efeitos benéficos dos suplementos antioxidantes no metabolismo hepático e pancreático, por meio da diminuição da amilase e da GPT.

Para concluir, uma nutrição equilibrada poderá ser crucial para conseguir um bom estado geral de saúde, devendo esta ser adequada ao tipo e intensidade da atividade física do animal, bem como às características do cão. Isto vem demonstrar que, neste estudo, uma dieta específica enriquecida com antioxidantes é capaz de regular o estado antioxidante e o estado geral de saúde de cães que trabalham em programas de intervenção assitida por animais (AAI), bem como prevenir os danos oriundos do stress oxidativo, antes e depois do trabalho/exercício.

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(1) Sechi S, Fiore F, Chiavolelli F, Dimauro C, Nudda A, Cocco R. Oxidative stress and food supplementation with antioxidants in therapy dogs. Can J Vet Res. 2017 Jul; 81(3): 206-216.

 

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