Vacina para a tosse do canil

tosse do canil Tempo de leitura: 2 minutos

A tosse do canil constitui uma infeção, geralmente benigna, mas que se revela muito contagiosa. A tosse do canil afeta principalmente grupos de cães de todas as idades que convivem juntos, e é especialmente importante para criadores, associações protetoras de animais, refúgios de animais e outras populações caninas. Esta doença conta com uma vacina eficaz, mas que no entanto está associada a uma diminuição da imunidade transitória que pode ser problemática em animais com outras patologias.

 

Rinotraqueíte ou traqueobronquite canina: a tosse dos canis

A rinotraqueíte, a traqueobronquite ou, mais comumente conhecida como tosse dos canis, é uma infeção ligeira do cão cuja importância reside no seu alto nível de contágio. Quando a infeção afeta grupos de cães que convivem juntos, acaba por afetar o grupo na sua totalidade, daí o seu nome popular.

Esta infeção causa uma tosse seca e profunda que pode vir acompanhada de febre e que, geralmente, desaparece por si só entre 3 e 7 dias após o seu surgimento. Durante o exame de exploração física, a tosse pode ser desencadeada devido à apalpação da traqueia do animal.

 

Em que moldes é que a tosse dos canis se pode tornar perigosa?

Em cães adultos e saudáveis, a tosse dos canis é uma infeção auto-limitada que costuma ser causada por vírus (como o vírus da parainfluenza ou o adenovírus de tipo 2), ou pela bactéria Bordetella bronchiseptica. Por vezes, o problema pode complicar-se devido a uma super-infeção com a presença de outras bactérias. Nestes casos, pode ser tratada com antibióticos de amplo espectro.

A tosse dos canis pode complicar-se principalmente em animais imuno-deprimidos, com doenças concorrentes, ou naqueles que ainda não possuam um sistema imunitário maduro e desenvolvido.

 

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Neste último caso, uma nutrição rica em nucleótidos demonstrou ser eficaz no aumento das defesas do cachorro.

Se deseja conhecer melhor a forma como a nutrição pode proteger o cachorro, descarregue o nosso relatório sobre Imunonutrição nos Cachorros.

 

Como administrar a vacina da tosse dos canis?

A vacina contra o vírus da parainfluenza e Bordetella bronchiseptica é uma vacina viva. Num estudo da Universidade de Medicina Veterinária de Viena (1) descreveu-se a diminuição da resposta imunitária das células T e dos neutrófilos após a administração de vacinas vivas em cães.

Devido ao facto de a tosse dos canis ser uma doença geralmente benigna, o uso da sua vacina será apenas indicado para aqueles animais que estão, ou vão estar, expostos a um risco elevado de contágio e/ou de doenças concorrentes. Por exemplo, para aqueles animais que irão passar um período de tempo numa creche canina, ou que irão estar presentes em concursos ou exposições.

O veterinário deverá realizar uma avaliação dos riscos/benefícios na hora de recomendar a utilização desta vacina. Os cachorros com menos de 6 meses de idade, e os animais com o sistema imunitário comprometido, podem ser mais sensíveis à infeção da tosse dos canis, mas por outro lado também podem ser afetados pelos efeitos secundários da vacina. Cada caso deverá ser avaliado individualmente, por forma a determinar se a vacina constitui a opção adequada.

 

Prevenção da tosse dos canis

Além da vacinação, a tosse dos canis pode ser prevenida através do uso de alimentos e suplementos que favoreçam o fortalecimento da imunidade do animal.

A nutrição pode potenciar o sistema imunitário por meio da suplementação com nucleótidos, prebióticos e imunoglobulinas plasmáticas. Esta dieta demonstrou aumentar os níveis de anticorpos no sangue dos cachorros.

 

(1) Strasser A, et al. Immune modulation following immunization with polyvalent vaccines in dogs. Vet Immunol Immunopathol. 2003 Aug 15; 94(3-4): 113-21

 

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