Vacina trivalente para gatos: o que impede e quando se administra?

vacina trivalente gatos Tempo de leitura: 2 minutos

A vacina trivalente para gatos é a única vacina imprescindível para todos os gatos, independentemente do seu tipo de vida. Dado que não existe tratamento curativo, o tratamento preventivo assume grande importância.

Proteção

A vacinação consiste na inoculação de vírus no organismo, sejam vivos, modificados ou ativados, para que produzam defesas (anticorpos) contra o referido vírus, gerando, assim, memória imunitária contra determinadas doenças.

A vacina trivalente felina inclui:

  • Parvovírus felino (FPV): responsável pela panleucopenia felina. Trata-se de um vírus ADN que possui um tropismo especial pelo epitélio intestinal, a medula óssea ou os tecidos linfoides. É muito contagioso, transmitindo-se por via oral. Os sinais clínicos são vómitos, desidratação grave, febre elevada, anorexia e diarreia. Também provoca danos neurológicos clique aqui
  • Herpesvírus felino 1 (FHV-1)
  • Calicivírus felino (FCV): também provoca rinotraqueíte felina. Além de possuir um tropismo pelas mesmas zonas que o FHV-1, também pode multiplicar-se no pulmão e na mucosa oral. Entre os sinais clínicos destacam-se os espirros, conjuntivite, blefarospasmo, hipersalivação e a tosse.

 

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A infeção por FHV-1 e FCV apresenta uma sintomatologia semelhante. Para obter mais informações sobre o diagnóstico diferencial clique aqui e aqui.

Quando deve ser administrada?

Ainda se desconhece o protocolo óptimo de vacinação para induzir a imunidade em gatinhos com anticorpos maternos. O momento ideal para administrar a vacina trivalente felina aparenta ser aos 2 meses de idade. Não se deve efetuar a vacinação antes do desmame, já que os anticorpos do leite materno podem neutralizar a vacina. Se, pelo contrário, a vacina for administrada tardiamente, o gato estará desprotegido. É importante administrar um reforço aos 3 meses de idade.

Os gatos adultos também poderão ser vacinados se forem adotados e, consequentemente, se desconheça as vacinas que já lhe foram administradas. Neste caso, aplica-se uma primeira dose de vacina trivalente felina e um reforço após duas semanas. Atualmente, não é usual realizar-se um exame prévio de diagnóstico, porque segundo dados publicados é pouco frequente encontrar resultados positivos de PCR para o FHV-1 e para o FCV, antes e depois da vacinação.

Por outro lado, existe uma certa controvérsia em relação a administrar uma vacina de vírus vivo modificado ou de vírus inativo. No entanto, e partindo de diferentes estudos realizados, conclui-se que a administração parenteral da vacina trivalente, seja ela inativa ou viva modificada, pode diminuir os sinais clínicos da doença FHV-1, após a exposição no dia 7, pelo que o uso de qualquer dos dois tipos da vacina é indicado (para obter mais informações sobre a via de vacinação contra o FHV-1 clique aqui).

Na maioria dos casos devem ser utilizadas vacinas de vírus vivo modificado, ainda que a seroconversão para FHV-1 seja mais rápida depois da administração da vacina inativa; no caso de FPV é mais rápida depois da administração de vacina viva modificada, não existindo diferenças na taxa de resposta serológica no que diz respeito a FCV.

 

Importância da vacinação

A administração da vacina trivalente felina é de extrema importância, porque imuniza contra três das doenças mais mortais nos gatos.

A panleucopenia felina pode ser muito grave, e não existem tratamentos curativos, apenas medidas de apoio e de combate aos sintomas. O mesmo se aplica à rinotraqueíte felina, daí a importância da vacinação.

 

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