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Os cachorros são mais suscetíveis de sofrer de uma infeção pelo coronavírus canino. Não existe um tratamento específico, pelo que é de suma importância reforçar o sistema imunitário para evitar a infeção.

 

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O que é o coronavírus canino?

coronavírus canino é um vírus que pode causar infeções em qualquer cão, mas os cachorros são a população mais suscetível, uma vez que o seu sistema imunitário e aparelho digestivo ainda são imaturos. O coronavírus canino provoca uma infeção aguda, autolimitada, que não se torna crónica. O vírus é expulso nas fezes e o contacto fecal e oral constitui a via de contágio.

Após um período de incubação de 24-36 horas o cachorro começa a apresentar sintomas. O coronavírus canino infeta as células do intestino, provocando uma inflamação intestinal.

 

Sintomatologia mais frequente causada pelo coronavírus canino

Os sintomas mais frequentes são:

  • Temperatura corporal superior a 40 ºC
  • Tremores
  • Vómitos
  • Desidratação
  • Perda de apetite
  • Diarreia fétida
  • Sangue e muco nas fezes

 

Existe um tratamento?

O tratamento do coronavírus canino é sintomático. São tomadas medidas de apoio até que a sintomatologia se limite. Dado não existir nenhum tratamento contra o vírus, a prevenção assume especial importância.

Além de se dever manter uma higiene adequada dos objetos do cão e de ter todas as vacinas em dia, é possível ajudar o sistema imunitário dos cachorros através da alimentação.

 

Uma ajuda no combate ao coronavírus canino com a dieta

Podemos ajudar a acelerar o desenvolvimento do sistema imunitário nos cachorros através de imunonutrientes como os nucleótidosas imunoglobulinas e os estimuladores da microbiota, como os prebióticos. Num artigo anterior  já explicámos mais aprofundadamente as peculiaridades da dieta dos cachorros e neste artigo centrámo-nos mais nas imunoglobulinas.

  • Os nucleótidos são a guanina e adenina (purinas) e a timina, citosina e uracilo (pirimidinas). São as moléculas que compõem o ADN e o ARN. São imprescindíveis para a síntese das proteínas e por isso desempenham um importante papel na multiplicação celular, bem como no funcionamento normal do organismo e do sistema imunitário. O fornecimento de nucleótidos para a dieta é importante, assim como manter uma relação específica entre purinas e pirimidinas, já que a sua síntese renovada compreende um processo muito difícil a nível energético.

O leite de cadela, comparativamente com o leite humano e de outras espécies, é muito rico em nucleótidos livres (com um alto teor de pirimidinas), o que indica que o correto desenvolvimento dos animais recém-nascidos está dependente do fornecimento de nucleótidos da dieta, como é o caso da dieta especial de Advance para cachorros.1 

Os cachorros que foram alimentados com uma dieta complementada com nucleótidos apresentam uma maior produção de anticorpos após as vacinações e os seus linfócitos possuem uma maior capacidade de resposta.

  • As imunoglobulinas podem ser utilizadas como suplementos alimentares e podem ser de origem plasmática, de gema de ovo hiperimunizado e colostro bovino.

No caso do coronavírus canino, a ação das imunoglobulinas consiste em evitar que os patógenos adiram à mucosa intestinal, ligando-se a eles e inativando-os, além de manter a integridade da mucosa.

  • Os prebióticos são fibras naturais que fermentam no intestino grosso, estimulando o crescimento de bactérias benéficas, como os lactobacillus e as bifidobactérias, contribuindo para manter o equilíbrio da microbiota.

Por sua vez, o equilíbrio adequado da microbiota contribui para a saúde da mucosa intestinal e do seu sistema imunitário. 

 

Referências:

  1. Jeusette I, Romano V, Salas A, et al. Relatório de Investigação: A IMUNONUTRIÇÃO NOS CACHORROS. Affinity Petcare, 08174 St. Cugat del Vallès, Barcelona (ESPANHA)

 

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