Diagnóstico diferencial do herpesvírus felino

herpesvirus felino Tempo de leitura: 2 minutos

A infeção por herpesvírus felino provoca sintomas oculares e respiratórios muito similares aos causados por outros vírus como o calicivírus. Neste artigo falaremos sobre as diferenças entre eles.

O herpesvírus felino pode afetar os gatos de todas as idades. Causa dos tipos de sintomas respiratórios ou oculares, em função do lugar onde se aplique o vírus.

 

Sintomatologia respiratória

No caso do herpesvírus felino replicar-se na mucosa nasal e nas amígdalas, reproduz-se a rinotraqueíte ou gripe felina. Os sintomas são muito variados: espirros, anorexia, febre, desanimo, excesso de saliva.

A rinotraqueíte felina também pode ser causada pelo calicivírus felino. Como regra geral, a infeção por herpesvírus felino provoca sinais mais graves mas os sintomas são similares.

 

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A recuperação deve ser completa, ainda que alguns gatos continuem com rinite crónica. Os problemas devem ser provocados por infeções bacterianas adicionais.

O calicivírus felino apresenta sintomas moderados de gripe felina, em ocasiões únicas provocam úlceras orais à volta ou sobre a língua, céu da boca ou no nariz.

 

Sintomatologia ocular

O herpesvírus felino é a causa mais frequente para doenças oculares nos gatos. O mais frequente é que provoque uma conjuntivite bilateral em filhotes e gatos jovens.

Pode provocar uma úlcera corneal dendrítica, específica desta infeção nos gatos. A úlcera fica evidente com o corante rosa bengala.

 

Estado de portador de herpesvírus felino

O herpesvírus felino pode alojar-se, produzindo o estado de portador crónico. O stress é o principal fator desencadeante da doença quando esta encontra-se em estado latente. O tratamento com corticoides ou outros imunossupressores podem também podem provocar a reativação do vírus. Durante esse período o animal volta a ser uma fonte de contagio.

O herpesvírus felino elimina-se pelas secreções nasais, orais e conjuntivais durante 3 semanas. É necessário o contacto direto com o vírus para ser infetado.

 

Diagnóstico do herpesvírus felino

Com um cotonete, recolher amostras das secreções conjuntivais, nasais e orais. Também pode ser útil o exame de raspado da córnea ou uma biópsia. Com as amostras realiza-se uma PCR, que é a única forma de distinguir se a infeção realmente é causada pelo herpesvírus felino ou por outro microrganismo.

 

Trajetória clínica da infeção por herpesvírus felino

A linha temporal dos sinais de infeção por herpesvírus é a seguinte (1)

 

Durante o primeiro contacto com o herpesvírus felino, também conhecido como infeção primária ou primo-infeção, a sintomatologia é a seguinte:

  • Adoecimento do trato respiratório superior.
  • Conjuntivite bilateral, com muita secreção serosa ou purulenta
  • Ulceração grave da córnea

Se o que se produz é uma infeção secundária ou recorrência do herpesvírus felino a partir do estado de portador assintomático, os sintomas são mais leves do que a primo-infeção:

  • Sintomas respiratórios mínimos
  • Conjuntivite crónica unilateral
  • Epífora crónica
  • Ceratite estromal
  • Ceratoconjuntivite seca

 

(1) “Oftalmología en pequeños animales” S.M Turner 2010 Elservier Saunders

 

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