Displasia da anca nos cães: prevalência por raças, peso corporal e altura

displasia da anca cão Tempo de leitura: 2 minutos

A displasia da anca associa-se a determinadas raças de cães, ainda que pode afetar qualquer cão. No entanto, não é frequente em animais com menos de 20 kg de peso. Visto que afeta principalmente as raças de grande porte, foi feito um estudo para ver se a prevalência da displasia da anca se correlaciona com o peso/tamanho médio de cada uma da raças. De seguida apresentamos os resultados.

 

Fisiopatologia da displasia da anca no cão

A displasia da anca é uma doença degenerativa com uma evolução lenta que se caracteriza por um desacoplamento no desenvolvimento da cabeça femoral e o acetábulo. Ocorre durante o desenvolvimento do cão e envolve alterações estruturais, como uma maior laxação dos ligamentos, a reestruturação do acetábulo ou a produção de osteófitos periarticulares, entre outros. Costuma evoluir para osteoartrite da anca. Pode ver o vídeo de Patofisiologia da Osteoartrite Canina aqui.

Embora se trate de uma doença de claro componente hereditário, o seu desenvolvimento também é influenciado por fatores externos: excesso de alimentação, excesso de atividade física e hipovitaminose C. Não obstante, o fator que mais se relaciona com a aparição da displasia é a velocidade de crescimento do cachorro. Os cães de raças de grande porte como o Pastor Alemão, o Mastim ou o São Bernardo padecem com maior frequência.

 

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Os sintomas da displasia da anca no cão incluem principalmente coxear em diferentes graus e formas, assim como dor. Existem duas maneiras principais de manifestação:

  • Quando aparece em cachorros até aos 10 meses, a dor é muito acentuada, mas tende a reduzir posteriormente, ficando como sequela a alteração da locomoção.
  • Quando se dá em cães a partir de um ano de idade, costuma ser caracterizada pela aparição de osteoartrite degenerativa na articulação coxofemoral.

 

Prevalência da displasia da anca por raças e a relação com o peso e altura

Na Real Sociedade Cinológica belga realizou-se um estudo acerca da displasia de anca em relação às características métricas das distintas raças de cães. Para isso utilizaram-se os dados de duas instituições:

  • A Orthopedic Foundation for Animals (OFA), da qual que se obteve a prevalência da displasia da anca entre as raça.
  •  La British Veterinary Association (BVA), da qual se obteve os dados de peso e altura por raças.

 

Desta analise extrapolaram-se os seguintes resultados:

  • Existe uma correlação entre a pontuação de peso e altura determinada pela BVA e a prevalência da displasia de anca determinada pela OFA.
  • Encontrou-se correlação positiva ente o Índice de Massa Corporal e a prevalência da displasia.

Por tanto, encontrou-se que o índice de massa corporal discrimina de forma fiável entre raças com maior e menor prevalência de displasia de anca.

 

Tratamento e prevenção da displasia de anca nos cães

O principal tratamento da displasia de anca é uma mudança no estilo de vida. É importante reduzir o excesso de peso do animal e evitar que passe tempo excessivo realizando exercício.

A terapia médica inclui a terapia anti-inflamatória e a terapia condroprotetora. Isto inclui uma dieta especialmente formulada para o cuidado articular, como Articular Care da gama Advance, que além disso incorpora a redução de calorias para facilitar a manutenção do peso ótimo no cão com displasia de anca.

 

 

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