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Polidipsia: causas mais frequentes no gato e no cão

  A polidipsia é o aumento da ingestão de líquido. As suas causas podem ser diversas. Neste artigo iremos explicar-lhe as mais frequentes.

Medicina e cuidados


Introdução

A síndrome de poliúria-polidipsia surge em diferentes doenças do cão e do gato. Consiste no aumento da sensação de sede, com o consequente aumento da ingestão de líquido e da excreção do mesmo (poliúria).  

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  Quando um cão apresenta polidipsia é importante que seja avaliado por um veterinário, para que possa excluir causas eventualmente graves que a estejam a provocar.  

Causas da polidipsia

Entre as principais causas da polidipsia, destacam-se:

  • Diabetes mellitus: o défice de insulina origina hiperglicemia, que por sua vez é responsável pela glicosúria e pela diurese osmótica posterior.
  • Hiperadrenocorticismo (síndrome de Cushing): Os glicocorticoides podem inibir a libertação da vasopressina. Também poderão antagonizar a sua ação.
  • Hiperadrenocorticismo: Devido à perda de sódio, dá-se uma diminuição da hipertonicidade medular.
  • Hipertiroidismo: as hormonas da tiroide possuem um efeito diurético que provoca um aumento do fluxo renal e um decréscimo da hipertonicidade da medula.
  • A fase final da insuficiência renal aguda: Devido à retenção de solutos durante a fase oligúrica, produz-se uma diurese osmótica.
  • Insuficiência renal crónica: Ao surgir uma notória diminuição no número de nefrónios operantes, dá-se uma sobrecarga de solutos nos nefrónios restantes, provocando uma diurese osmótica.
  • Pielonefrite: Dá-se um aumento do fluxo renal e uma diminuição da hipertonicidade medular. Além disso, a destruição tubular provocada pelas bactérias também contribui para o problema.

Polidipsia: Diagnóstico

O primeiro passo no diagnóstico da polidipsia é excluir uma causa iatrogénica através do historial clínico. Após a exclusão desta possibilidade é necessário realizar um exame de hemograma e bioquímico, uma análise à urina e, no caso dos felinos, determinar a hormona tiroide T4. Se após estes exames complementares continuarmos sem um diagnóstico etiológico, será necessário amplificar o leque de exames com:

  • Uma ecografia abdominal
  • Um exame à função suprarrenal
  • Um teste de estimulação dos ácidos biliares
  • Uma urocultura
  • Uma medição da TFG (taxa de filtragem glomerular)

Se depois de todos estes exames ainda não possuirmos um diagnóstico, encontramos-nos perante duas únicas possibilidades:

  • Diabetes insípida central: Consiste na incapacidade total ou parcial de produzir ou libertar desmopressina. Será necessário realizar exames de neuroimagem avançada e avaliar a resposta da desmopressina.
  • Polidipsia primária: é necessário realizar um exame de privação de água.

Polidipsia primária

Trata-se de uma patologia pouco frequente, a qual se caracteriza por uma ingestão compulsiva de água que provoca uma poliúria compensatória. Afeta geralmente os cães, sobretudo fêmeas nervosas ou sob o efeito de stress. O único problema causado pela polidipsia primária é o transtorno provocado aos donos se o cão vive num ambiente interior. O tratamento da polidipsia primária consiste numa restrição gradual de água e, principalmente, em atuar no fator desencadeante, que normalmente é o stress. Se o cão viver em ambientes exteriores, não é necessário realizar qualquer tipo de tratamento.  

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