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A dermatite atópica continua a ser uma das principais doenças cutâneas nos cães. Neste artigo iremos descobrir se é possível controlá-la por meio de uma dieta anti-inflamatória.

Uma das doenças de pele mais frequentes no cão (10-15%) é a dermatite atópica  canina (DAC). Consiste numa inflamação da pele de tipo alérgica, que apresenta predisposição genética. Uma dieta capaz de diminuir a inflamação seria a que poderia ajudar a controlar os sinais da doença, através da proteção da barreira.

 

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Os objetivos da Advance Veterinary Atopic Care para melhorar a dermatite atópica são:

  • Reduzir os alergénios presentes na dieta
  • Proteger a barreira cutânea.
  • Melhorar a cicatrização cutânea.
  • Diminuir a resposta inflamatória e, consequentemente, melhorar o prurido.

Baseámo-nos na investigação realizada pela Affinity, num estudo clínico que mostra os benefícios obtidos nos cães atópicos alimentados com Advance Veterinary Atopic Care.

O estudo foi desenvolvido com cães de 7 clínicas veterinárias diferentes. Incluiu cães de diferentes idades, sexos e raças, com o ponto em comum de terem o diagnóstico de dermatite atópica. Teve como objetivo demonstrar se uma dieta anti-inflamatória poderia melhorar o controlo da dermatite atópica nos cães, utilizando a dieta Advance Veterinary Atopic Care. O indicador de melhoria no controlo da dermatite atópica foi a diminuição da dose de cortisona, do tamanho das lesões e da presença de prurido.

Foram incluídos 25 cães que cumpriam os critérios de Favrot para o diagnóstico da dermatite atópica, excluindo os cães com outras doenças de carácter pruriginoso. Os animais foram inseridos, aleatoriamente, no grupo ATOPIC (alimentados com Advance Veterinary Atopic Care) e no grupo de CONTROL (alimentados com uma dieta comercial de manutenção).

Ambos os grupos começaram com uma dose diária de cortisona de 0,5 mg/kg, que foi sendo reduzida de acordo com o grau de prurido. A eficácia da dieta foi avaliada através de:

  • Avaliação da gravidade das lesões recorrendo ao índice CADESI-03, no princípio do estudo e nos dias 28 e 56 do mesmo.
  • Evolução da intensidade do prurido, quantificada pelos donos com recurso à escala linear PVAS (Pruritus Visual Analog Scale), de 10 cm e marcada de 0 a 10. Este indicador foi avaliado no início do estudo e nos dias 14, 28, 35, 42, 49 e 56 do mesmo.
  • A dose total de cortisona/kg administrada ao longo do estudo.

Os principais resultados obtidos foram:

  • Não foram encontradas diferenças estatisticamente relevantes entre os dois grupos em relação à escala CADESI-03 e ao nível de prurido no início do estudo.
  • O valor do índice CADESI-03 nos dias 28 e 56 foi menor nos cães do grupo ATOPIC do que nos animais do grupo CONTROL. 
  • O nível de prurido nos dias 28, 35, 42, 49 e 56 também foi menor nos cães do grupo ATOPIC.
  • A dose total de cortisona administrada ao longo do estudo foi menor no grupo de cães ATOPIC (13,63 mg/kg em comparação com 22,61 mg/kg, p= 0’004). Deste modo, no fim do estudo todos os cães do grupo ATOPIC estavam isentos do tratamento com cortisona.

 dermatite

 

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Observando todos estes dados, o estudo concluiu que uma dieta como a Advance Veterinary Atopic Care melhora o controlo da dermatite atópica. 

 

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